A Distância Afetiva entre Pais e Filhos - Internet X Brincadeira de Criança.

Por Sandra Sant'Ana

A comunicação assertiva pode criar laços afetivos entre as pessoas, enquanto as interferências modernas, como o uso excessivo da tecnologia, pode criar um abismo e  distanciamento. A internet quando usada de  modo consciente, é uma grande aliada na nossa vida, otimizando tempo, recursos e proporcionando acesso à informação de forma mais rápida. Esses benefícios podem se transformar em malefícios, dependendo da forma que a tecnologia é utilizada. No caso das crianças, o uso deve ser controlado, pois a criança muito pequena não deve ser estimulada à esse turbilhão de informações, muitas vezes impróprias à faixa etária. São os pais que desempenham um papel importante nesse caso, acompanhando o que a criança acessa. É de responsabilidade dos pais fazer esse acompanhamento contínuo. 

Observa-se que muitos pais tem uma rotina atribulada e fazem uso da internet e jogos eletrônicos, como uma forma errônea de aquietar seu filho. Desse modo, esses pais acreditam que estão livres para dar prosseguimento aos seus afazeres cotidianos,  enquanto "torna" seu filho "bonzinho". Isso serve para babás e cuidadores contratados.

Enquanto há ilusão dessa "falsa liberdade", os responsáveis não percebem que estão aprisionando os pequenos no mundo virtual e estimulando um comportamento obsessivo.

O distanciamento afetivo pode ter início no uso impróprio do tempo, pois o adulto mesmo com uma vida cheia de compromissos, deve ficar atento ao  "como" as relações interpessoais estão sendo estabelecidas.

Como fazer uma reflexão sincera em relação ao assunto?

Seguem três perguntas:

- Como é a relação entre pais e filhos? Ela é constituída por respeito ou medo? Verdade ou omissão?

- Dentro do seu planejamento diário, há tempo disponibilizado para brincar com sua criança?

- Você percebe que ao seu lado, está uma criança feliz?

Essa reflexão é essencial porque é no "brincar" que a criança tem a compreensão do mundo. É na interação que acontece em jogos educativos e atividades lúdicas, que a criança aprende a cooperar ou competir, a ter empatia ou não, a estar no mundo de determinado jeito. Nas brincadeiras, o corpo e a mente podem ser estimulados de modo saudável. 

Pais tenham sabedoria para entender que a internet ainda não consegue substituir o contato humano e toda a afetividade que só as relações equilibradas podem proporcionar.

Então arrumem um tempinho para brincar e divirtam-se!

Lembrando que a tecnologia pode ser usada ao nosso favor., é só estabelecer os limites que toda criança precisa.




Sandra Sant'Ana

Psicóloga, Psicopedagoga e Professora de Yoga
Coordenadora do Curso Livre de Capacitação de Instrutores de
Yoga para Crianças junto com Juliana Romera

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