Yoga e Inclusão

Por Mat Om, boneco prof. de Yoga para crianças, sob orientação da coordenação do Curso Livre de Capacitação de Instrutores de Yoga para Crianças junto com Sandra Sant´Ana e Juliana Romera.
Atualmente muito se fala sobre inclusão. O que realmente significa inclusão? Incluir é possibilitar que uma pessoa seja inserida dentro de um grupo ou contexto, do qual ainda não faz parte. Para que haja inclusão, o ser humano e os bonecos feitos com propósitos amorosos, criam recursos para facilitar o acesso a esse contexto.
Pensando nisso, a psicóloga e psicopedagoga Sandra Sant'Ana, deu vida para mim, o boneco Mat Om que possibilita que crianças com deficiência física, possam participar da aula de yoga de forma lúdica e com linguagem apropriada ao universo infantil.
Eu sou um boneco professor, que foi confeccionado especialmente para as crianças entenderem a teoria alinhada à prática nas aulas de yoga. Meu papel é realizar os asanas (posturas psicofísicas), mostrando para todos os alunos, incluindo as crianças cadeirantes com paraplegia ou paraparesia, que não podem fazer os movimentos com o seu próprio corpo. Eu faço os movimentos, onde a limitação física existe no corpo humano, possibilitando que o yoga seja divertido para todos, estimulando a criatividade.
Já expliquei o que eu, Mat Om faço, mas geralmente as pessoas querem saber o significado do meu nome, qual a técnica utilizada e mais detalhes desse tipo trabalho de Yoga e inclusão.
É muito importante explicar as etapas da minha aula, para que os pais, instrutores e os pequenos, possam ter todas as suas dúvidas esclarecidas.
Mat Om faz siginifica:
Mat: tapetinho, com a analogia a "caminho".
Om: o absoluto impessoal, aquilo que não tem começo, meio ou fim, o " universo" -
Caminho para Consciência de unidade.
Mat Om, euzinho rs, além de professor de yoga para as crianças, sou escritor do "Projeto de Braços abertos para Inclusão".
Quando eu faço os asanas onde as limitações físicas impedem, é desenvolvido um trabalho de visualização com atividades lúdicas. Antes de iniciar a atividade, é necessária a realização de anamnese para identificar aspectos orgânicos, cognitivos e emocionais. Dessa forma será possível identificar se o processo de visualização é adequado, ou se há algum comprometimento orgânico que impossibilite parte da atividade.
Primeiro faço o asana para criança visualizar. Depois ela faz o mesmo asana comigo, utilizando meu corpo de boneco flexível. Depois ela se visualiza (usar a imaginação é muito legal para estimular a criatividade) fazendo o mesmo asana, e no final, a criança faz o movimento que é possível com seu próprio corpo. É importante fazer essa atividade em conjunto com um fisioterapeuta, considerando a singularidade de cada pessoa atendida. É um processo humanizado de desenvolvimento de autoestima e consciência corporal que vai além do tapetinho de yoga, com a inserção de Yamas e Niyamas (preceitos éticos).
Dentro do universo do yoga, a palavra em sânscrito "Ahimsa" é um preceito ético que significa "Não violência".
Não violência é respeitar qualquer manifestação de vida, dizendo não à violência física do nosso corpo e dos outros. Respeitar aspectos emocionais, não se excedendo com agressão verbal. Uma palavra pode ser muito cruel, tanto quanto um tapa. Já pensou nisso?
Estabelecer relações harmoniosas, sabendo como se expressar, com respeito a si e aos outros também são coisas que acredito serem importantes conversar com as crianças nas aulas de yoga.
A empatia e a comunicação não violenta, são necessárias no mundo em que vivemos. Diminuir a violência é um dos meus propósitos como educador.
Pratique Ahimsa!
Com carinho
Mat Om
Com carinho
Mat Om
Sandra Sant'Ana
Psicóloga, Psicopedagoga e Professora de Yoga
Coordenadora do Curso Livre de Capacitação de Instrutores de
Yoga para Crianças junto com Juliana Romera
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